Desastres de Governo

28/01/2012

A série de desastres urbanos que se sucedem nas cidades brasileiras tem como causa direta a corrupção generalizada nas instituições nacionais.No Rio de Janeiro, o conluio entre governos corruptos nas três esferas – municipal, estadual e federal – resultou na calamitosa administração que alimenta funcionários indolentes e fiscais igualmente corruptos. Todos fazem concessões descabidas para obras irregulares e instalações ilegais que se proliferam por toda parte.

Cilindros do Tom e Sabor

Cilindros de gás instalados pelo restaurante Tom e Sabor em área de condomínio invadida no Centro do Rio

Um caso exemplar é o do restaurante Tom e Sabor, situado na rua da Constituição, número 8A, no Centro do Rio, perto da praça Tiradentes. Tal estabelecimento vem mantendo há anos cilindros de gás em área de um condomínio ocupada sem autorização dos condôminos. Apesar das várias reclamações, a conivência de fiscais corruptos faz com que esta loja se mantenha pondo em risco às saúde e segurança da vizinhança que já sofreu com a explosão de outro restaurante semelhante, em outubro de 2011. Vários processos administrativos e civis arrastam-se desde 2005 sem que haja uma solução que faça cumprir as inúmeras leis que regulam a vida nas cidades. Por conta disso, o cotidiano do cidadão brasileiro está a mercê dos governantes relapsos e seus fiscais desonestos.


Música no Romantismo

21/01/2012
Tópicos em Música e Filosofia

Tópicos em Música e Filosofia. Gravura medieval representando os estudos práticos dos pitagóricos sobre música

Terceira aula modular sobre Música no Romantismoaborda a dicotomia apolíneo/dionisíaco usada por Nietzsche em oposição às concepções de Aristóteles sobre a origem da tragédia a partir da música helênica.

Acesse o texto de Tópicos em Música e Filosofia em :


Música nas Estrelas

14/01/2012
Tópicos em Música e Filosofia

Tópicos em Música e Filosofia. Gravura medieval representando os estudos práticos dos pitagóricos sobre música

Novo texto inserido na  matéria de Tópicos em Música e Filosofia.

Veja em Música nas Estrelas.


Tópicos em Música e Filosofia

01/01/2012
Tópicos em Música e Filosofia

Tópicos em Música e Filosofia. Gravura medieval representando os estudos práticos dos pitagóricos sobre música

Música no Ocidente inaugura a disciplina de Tópicos em Música e Filosofia que aborda as relações históricas existentes entre essas duas áreas do conhecimento no início da cultura ocidental.

Acesso direto ao texto de Música no Ocidente.


Padronização de Textos

24/12/2011
Metodologia da Pesquisa

Cursos em 4 Módulos de Metodologia da Pesquisa. Imagem de quadro O Geógrafo (1669), de Jan Veemer..

A matéria sobre Padronização de Textos completa os quatro módulos do curso sobre Metodologia da Pesquisa.

Acesse-o agora pela ligação:

Padronização de Textos

…ou através do menu acima.


Gestão de Projetos

04/12/2011
Metodologia da Pesquisa

Cursos em 4 Módulos de Metodologia da Pesquisa. Imagem de quadro O Geógrafo (1669), de Jan Veemer..

Gestão de Projetos é a aula modular mais recente inserida no curso de Metodologia da Pesquisa:

  • Os principais pontos a serem adotados por quem quer gerir um projeto, em geral.

Veja em Gestão de Projetos.


Adição de Cursos

30/10/2011

Discursus

Com o curso modular de Metodologia da Pesquisa é inaugurada a seção dedicada à inserção de aulas apresentadas em diversas instituições de ensino superior.

Acesse Caminhos da Pesquisa para ver o primeiro texto usado no curso modular de Metodologia. Agora, disponível em Discursus.

…E veja também novo texto sobre Métodos Atuais da Filosofia e Sociologia


Sítio em Diário

23/10/2011

DiscursusProblemas com a hospedagem gratuita do sítio Discursus obrigam uma série de mudanças que ocorrerão pouco a pouco neste diário, o qual no início abrigava apenas a sua seção de Forum.

A cada semana um texto de Discursus irá intercalar com uma nova inserção no diário, até que todos artigos sejam transformados neste novo formato.

O sítio de Discursus continua sendo editado, em paralelo e enquanto não for extinto, no único serviço de hospedagem gratuito que se mantém viável e pode ser acessado, para quem preferir esse formato, através do endereço:

http://www.discursus.xpg.com.br/index.html

Nesse sentido, o artigo Nature e Society inaugura a seção de filosofia Contemporânea do diário, seguindo a linha editorial de Discursus.

Obrigado por sua consideração,

O Editor de Discursus


Nature e Société

11/09/2011
Revolução Estadunidense de 1776

A Revolução de 1776 iniciou uma era de ideais racionalistas e românticos na política

Apesar da fragmentação do império romano e da própria igreja, o catolicismo permaneceu como a única instituição capaz de reunir a maioria da Europa em torno de uma só tradição, ao longo de toda Idade Média. Contribuiu para isso o sincretismo que marcou o trato do cristianismo com todos os povos estrangeiros que procurava converter a suas crenças, pelo menos desde a vitória de Paulo de Tarso (cc. 67) no primeiro Concílio de Jerusalém (49). Os rituais e cultos pagãos logo eram incorporados em missas e festivais católicos de toda espécie. Ainda que a forma remetesse aos costumes gentios, o conteúdo das novas práticas absorvidas transformava-se rapidamente seu significado em conceitos cristãos. Foi assim com a páscoa – antigo ritual do culto a Átis e Cibele– e até com o natal – herança do mitraísmo muito popular entre os militares romanos.
O sincretismo, embora fosse uma estratégia de conversão muito eficaz na adaptação de novas culturas, empunha o risco de descaracterizar a missão evangelista dos primeiros cristãos. Em alguns casos tornou-se um veneno mortal para a unidade religiosa, principalmente quando passou adotar hábitos germânicos de pagar suas penalidades em dinheiro. A aceitação das multas como forma de pagamento dos pecados levou à criação e venda de indulgências que contaminaram toda instituição eclesiástica com a corrupção. Foi preciso que Martin Lutero (1483-1546) – um monge agostiniano – pregasse suas Noventa e Cinco Teses à porta da catedral de Wittenberg para que o movimento da Reforma fosse detonado e espalhasse por toda Europa, dividindo definitivamente os cristãos e impondo um duro ataque aos abusos de autoridade da estrutura corrupta do papado romano.
O movimento reformista foi importante não só para os assuntos teológicos, mas também para o desenvolvimento científico e filosófico que vinha sendo controlado pela ortodoxia da igreja. Novas traduções de textos antigos retomavam o debate argumentado, livre das influências e ameaças religiosas. A pesquisa sobre a natureza e a sociedade ganhou novas linhas investigativas baseadas no valor da antiguidade dos documentos descobertos.
Não obstante, essa nova onda intelectual renascia, como é típico de períodos de transição históricos, marcada pela superstição esotérica e gnóstica (que acredita em uma verdade divina oculta na natureza). O amadurecimento renascentista pode ser exemplificado pelo caso exemplar da desmistificação da obra atribuída a um incerto Hermes Trismegisto (séc. III). A tradução do seu Corpus Hermeticum, por parte do influente intelectual italiano Marsílio Ficino (1433-1499), cativou o pensamento de vários autores de mentalidade científica durante o Renascimento. O que fora estabelecido por volta dos séculos II e III fora considerado de autoria do imaginário Trismegisto, um sábio egípcio que teria compilado os ensinamentos do antigo Egito no tempo de Moisés (séc.XIII a.C.). No falso documento, havia uma suposta profecia sobre a vinda de Cristo (4 a.C – 30), misturada com anotações astrológicas, alquímicas e fórmulas mágicas ao estilo das encontradas no Livro dos Mortos egípcio.
Esse hermetismo contaminou todo pensamento erudito de seu tempo e sem embargo o fato de ser imaginado como de autoria pagã, por causa da previsão do advento do cristianismo, contou com o aval da própria igreja. De Leonardo da Vinci (1452-1519) até Isaac Newton (1642-1727), a maioria dos cientistas acreditava nas informações expostas no Corpus Hermeticum. Foi só a partir de Isaac Casaubon (1559-1614) – erudito protestante de Genebra (Suíça) – que essa crença se desmascarou. Casaubon provou em 1610 que aquela obra não passava de uma farsa montada sobre textos neoplatônicos dos primeiros três séculos depois de Cristo.
Durante cerca de 150 anos – de 1460 a 1610 – o hermetismo foi a principal corrente da ciência da natureza, no Renascimento. Sua atmosfera mística continuou atraindo pseudocientistas – desavisados ou mal intencionados – que mesmo nos dias atuais pensam que podem obter o controle da natureza através de fórmulas e passes de mágica. Contudo, aqueles intelectuais que tomavam consciência das revelações de Casaubon logo procuraram se afastar do misticismo em suas pesquisas científicas depois do século XVII, quando o Renascimento cedeu lugar aos critérios mais lúcidos do Iluminismo.

Continua…


Natura e Civitas

23/07/2011
Batalha da Ponte Mílvia

Batalha da Ponte Mílvia: Um dos momentos cruciais da história da humanidade (Fonte: COLOMBI, C. A Grande Aventura do Homem, 1970)

A representação da natureza e da sociedade já se encontrava bastante modificada no período helenista (322 a.C. – séc.IV) em comparação com o anterior. No Helenismo foi preparada a transição da Antiguidade clássica para a Alta Idade Média, com características que remetem tanto a uma fase como a outra. Dois grandes sistemas filosóficos – o platonismo e o aristotélico – disputavam com as chamadas escolas socráticas a melhor maneira de interpretar o mundo e organizar a vida humana [1].
Nesta mesma época, o Império Romano e o cristianismo surgiram como forças políticas, militares e religiosas, buscando a universalização de suas doutrinas. Platão (429-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.) haviam antes preparado o ambiente filosófico para esse tipo de universalização. No que diz respeito aos platônicos, a descrição de um mundo das ideias precedente ao mundo material e principal ponto de referência ao mundo material fora a fonte de uma verdade perfeita transcendental que ia além das imperfeições e dos males da natureza [2].
Os aristotélicos, por sua vez, fundaram na Metafísica um novo campo de estudo, onde se deveria localizar o princípio único e inabalável do movimento de todas as coisas [3]. Apenas o Horto, escola fundada por Epicuro de Samos (341-270 a.C.), tentava manter-se fiel ao espírito naturalista dos pioneiros pensadores pré-socráticos. Para Epicuro, que seguia a hipótese atomista lançada por Demócrito (460-370 a.C.) e Leucipo (450-420 a.C), ambos de Abdera – embora alguns autores atribuam a cidadania milésia a Leucipo -, a natureza ensinava que se devia evitar sempre produzir dano aos seres vivos ou sofre algum mal destes, pois tudo era composto das mesmas pequenas e indivisíveis partículas que formam as coisas que logo a morte viria decompor na matéria insensível [4].
Embora adotasse uma ética sensualista – baseada no açulo de prazer e diminuição da dor -, o epicurismo defendia um equilíbrio das sensações que na sociedade deveria refletir em trocas recíprocas entre as pessoas se buscassem prudentemente a sabedoria, a beleza e a justiça. Tal equilíbrio seria alcançado de acordo com a medida e os critérios para o cálculo dos benefícios e dos prejuízos [5]. Os princípios de reciprocidade e cálculo da felicidade anteciparam em dois milênios as propostas dos utilitaristas e contratualistas modernos. Isso só foi possível por causa de uma concepção materialista da natureza e das interações sociais.
Porém, os epicuristas foram uma exceção no helenismo. Apesar do seu apelo popular, as ideias de Epicuro foram distorcidas, caindo em um hedonismo vulgar, durante o Império Romano. As críticas dos acadêmicos platônicos, somadas às dos peripatéticos aristotélicos e às das escolas socráticas menores, tiraram o materialismo de cena. Com exceção dos céticos, que rejeitavam os dogmas acadêmicos e apontavam as falhas de argumentação que pretendia atingir coerência e consistência lógica, as demais correntes filosóficas helenistas pensavam ser possível construir uma teoria absolutamente verdadeira, tomando como ponto de partida princípios idealizados ou metafísicos localizados fora da natureza e do alcance da experiência do senso comum. A metafísica e a lógica estariam acima de qualquer forma de conhecimento empírico ou prática prudencial consolidada na convivência social. Só na perspectiva idealista de uma vida contemplativa ou na concepção bem adequada do pensamento livre de contradição poder-se-ia chegar à verdade necessária para a compreensão correta da natureza e da sociedade bem ordenada.

Continua…


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